
A Câmara Municipal de Oleiros é uma das 20 melhores de todo o país no que
respeita à eficiência financeira. Isso mesmo refere o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses relativo ao ano de 2007, e que foi lançado na última semana, pela Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas.
A apresentação da V edição do Anuário esteve a cargo de Pedro Camões e João Carvalho que, com Maria José Fernandes e Susana Jorge, compõem a equipa de professores universitários que, ano após ano, têm vindo a desenvolver este projecto. Pedro Camões explicou o enquadramento do estudo, bem como a estrutura e a base do mesmo, lembrando que «os dados foram obtidos directamente das contas dos municípios», ao mesmo que se congratulava com o facto de as autarquias apresentarem já um grau de conformidade com o Plano Oficial Contabilidade das Autarquias Locais (Pocal) superior a 70 por cento.
José Marques, presidente da Câmara de Oleiros, também destaca:
a gestão equilibrada dos dinheiros públicos no nosso município. Apesar de termos contraído, há alguns anos, empréstimos ficámos sempre longe do limite de endividamento permito às autarquias. Mas nos últimos anos não necessitámos de recorrer aos empréstimos.
O autarca lembra que:
apesar de todo este rigor, temos feito um conjunto de obras significativo em todo o concelho, das quais os oleirense são testemunhas e podem avaliar melhor que ninguém. Ou seja, no nosso município não tem havido qualquer quebra no investimento.
Esta forma de gerir a autarquia permite, no entender de José Marques:
que a Câmara de Oleiros se possa candidatar a fundos comunitários.
O excelente resultado obtido por aquela autarquias é feito numa altura em que os dados do anuário revelam que “o endividamento global das autarquias portuguesas ascendeu a 6 664 milhões de euros em 2007, o que representa um aumento de 26,6 milhões de euros face a 2006, sendo que 965 milhões são da responsabilidade da autarquia lisboeta. E que as dívidas a fornecedores deram o principal contributo para o agravamento das contas dos municípios. Por outro lado, as 308 câmaras municipais arrecadaram 7 517 milhões de euros de receitas, mais 547 milhões de euros do que em 2006”.
Fonte: Jornal Reconquista
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